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sábado, 6 de março de 2010

Villa Stein de Monzier

       A Villa Stein é uma casa elegante, com um certo charme, naturalmente podemos dizer que ela foi projetada na década de noventa ou até mesmo nos dias atuais. A forma que Le Corbusier encontra pra configurá-la, parte de um estudo matemático onde foi preciso dividir o terreno em eixos, e o esquema dos vãos da Villa ficariam em um ritmo A B  A B A, podendo ser comparada com a planta da Villa Malcontenta  de Palladio. Na comparação que foi feita  um pouco atrás podemos perceber mais claramente.

        A solução de lajes em cascata foi uma opção bastante coerente dando harmonia a volumetria a Villa.  Na planta do segundo andar, Le Corbusier cria uma abertura que Baker diz ter a forma de um piano de calda, acreditamos que tal forma foi disposta apenas para maior harmonia da passagem, ocasionando maior espaço de transito. Mas se talvez Le Corbusier tivesse pensando mesmo em um piano, imaginamos que tal forma seja pelo motivo de que no período o piano era sinônimo de status, cultura e de certa forma simbolizava poder aquisitivo, e a Villa estava sendo projetada pra uma classe média alta da França.

       Há quem diz que o projeto foi inspirado na obra plástica do próprio Le Corbusier, “pilha de pratos”, e realmente as similaridades são evidentes, as formas retas e curvas lembram bastante a estética interna da casa. Talvez ele pudesse ter realmente a inspiração de vãos na Villa de paládio e nas curvas sinuosas da pilha de pratos e mais a sua criatividade momentânea; já na parte exterior com as extremidades da casa escondidas pela vegetação, nos lembra um transatlântico atual, apesar de que na década de 20 não tinham transatlânticos tão modernos como os de hoje, porém se compararmos essa visão com o grandioso  edifício Gustavo Capanema do ano de 1936-1945, onde teve uma consultoria bastante importante do Le Corbusier, podemos  dizer que o prédio é uma cópia de um navio. O seu terraço superior nos remete a uma chaminé.

      Em termos de terraço jardim foi uma solução adotada bastante moderna. Tão moderna que talvez não tivessem materiais que selassem uma perfeita impermeabilização pra tal prática naquele momento, pois segundo apontamentos da Villa Savoye de 1929-1931, posterior a Stein, o terraço jardim não saiu como esperado, as infiltrações eram constantes e a família Savoye chegou a pensar em processar o Le Corbusier.

       Porém os outros pontos da arquitetura moderna, a planta livre, janelas em fita, fachada livre e pilotis, foram harmonicamente empregados dando ar de superioridade à construção e ocasionando a classificação de tal como ícone da arquitetura moderna. A Villa Stein ainda possui um conjunto de escadas escultóricas, terraços que se estendem para o plano lateral, diminuindo ainda mais a sensação de rompimento causado pelas aberturas das lajes, que dançam em um vai e vem, surgindo uma espécie de cascata nos planos. Sua criação não foi apenas particular à residência, e sim, englobada em um todo, integrada ao ambiente;  um ponto que ele prezava era  o projeto interligado com a urbanização, casa e área pública ligada em um só espaço.

     Concluímos que ao projetar uma casa, diversos fatores interferirão na criação, seja a influência de outra construção, ou inspiração num objeto, num animal, em um meio de transporte ou em um pensamento utópico, tudo vai estar integrado no subconsciente de quem a projeta, e inúmeras formas de interpretação surgirão, algumas mais evidentes que outras, e outras que talvez nem o próprio criador pudesse explicá-las.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

No meio dos Sons

Por que começar do começo se podemos pular pra o meio?

Talvez o que entendemos ser real, seja apenas uma desilusão hibrida da fusão estética das coisas, o meio explica tudo da forma que talvez queremos, ou não saber.

Mas uma vez é exposta a opinião feito um colibri pousando em uma orquídea rara, ou uma abelha sugando o necta de uma bela margarida; o som que ouço revela lembranças de um passado próximo, lembrado de forma estranha... ao som de uma voz suave e lírica, soa a flauta, piano e violino.... lembra um baile real exaltando e cultuando as praticas mágicas e secretas.

A língua pagã chega e toma seu espaço, invadindo as frases acabando o lírico bucólico e tornando-se gótico gregoriano; a exaltidao chega ao êxtase, o sentimento estranho viaja... o sol esta cada vez mais quente, o latim renasce, e as palavras surgem feito olho d´agua , como uma nascente de um riacho límpido.

O pensamente esta nas nuvens, os sentimentos no espaço a realidade se perdeu, cada frase se desprende do tema, sem relação com um todo, afinal estamos falando de um “ meio”, meio que pode ou não explicar algo do começo e nos fazer entender o final.

Real, eclético, modismo; agora se destaca no tempo, ao som da tecnologia moderna surge a graça natural, voltando mais uma vez pra natureza das coisas, as cores mostram vida, do broto ao tronco lenhoso; passa por fases já esperadas.. viaja, viaja, viaja, revolta-se, revela-se , mostra-se como es de verdade; da beleza interior ao extremo da um complexo de palavras lançadas no papel e devido a tecnologia jogadas num sistema mundial que permite a inclusão digital das pessoas tornando capaz de passar a mensagem para o mundo.

Do meio segue-se para o final, ao som dos tambores e ruídos da lira, encerra-se como uma pulseira de falso neon, a cada hora perdendo a graça e o brilho.

Nordeste do Brasil

O realce da relva surge no reflexo da luz, por partes e regiões chegam ao ardor da inocência das crianças perdidas;

Os lírios campestres na selva da escuridao iluminam o caminho da pobre palavra perdida no pântano das trevas, onde o azul é negro e a fome predomina; o lamaçal abominável segue aos ruídos do dragao; a luz tenta brilhar e quando brilha tudo seca...

Grita, luta pela tolerância dos seres... inspiração que faz o homem voar... embaixo da profecia que o grande cisne um dia voaria...

Então voa, voa, bate asa e imagina, ajuda as crianças perdidas, encontra as palavras desorientadas, torna-se um todo, o azul pode ser um azul celeste ao invés de negro; elimina o dragão, clama a inspiração... invente o nordeste cabra da peste, dança forró, dança xaxado, filho do solo rachado; mostra a nação os homens valentes do sertão; a cada invasão uma reação, brilha o sol do sertão, luz de um novo dia. Sai da escuridão, clama o sol da esperança... Nordeste do Brasil...

Olá Bahia da magia, terra santa da alegria, jogo flores ao mar pra saldar Yemanja; vou subindo até em Sergipe eu chegar; tem caju de norte a sul.. viva Aracaju; Lindas águas de Alagoas, clama, clama a dignidade e fora corrupção.. Pernambuco de Nassau enfeita de cultura e beleza da Holanda pra Olinda. Paraíba nao deixo de falar, Filipeia ou João Pessoa?? Pergunta a história que te responderás... Meu Padrin Padre Cícero de quem to falando?? Nao sei! To subindo, imagino ser a terra de Alencar, Iracema, vamos la... eu falo é do Ceará.

E sigo com o dilema passeando pelo nordeste, terra de cabra da peste... de história e cultura; com classe falando e rimando, saindo da contradição da escuridão. O barroco sai de lado. O dilema entra-se em vigor. A popularidade retoma. Com as palavras vou brincando e seguindo o litoral, vamos la! O menor litoral nordestino onde será?? No Ceará? não! esse eu já citei. Segue um pouco por ali... entao?? chegamos ao Piaui! So falta um, que termina com "rão". Entao cito o Maranhão. Terra dos papagaios amarelos, balaiada. Me leva que eu quero ver o Dom Sebastião em seu palácio iluminado. É Maranhão, povo encantado! Fecha-se o Nordeste brasileiro. Passa pelos nove estados, é show. Terra grande que podia ser um país. Nove estados belos e encantados. Cada um sua graça e encanto. Melhor regiao de todos os cantos. Música boa para se ouvir. Cresce região. Torna-se gigante.

Encerra-se por aqui. Se continuar, hoje eu nao paro de escrever. O Nordeste é grande e rico. Brilha a noite, a estrela suprema no maior carnaval do mundo. Brilha a reluzencia no maior estado e berço do país. Destaca-se. Encerra-se com minha grande Bahia. Mãe do nordeste e do Brasil!